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O mundo está enfrentando a maior taxa de extinção desde que se perdeu os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.

O alerta é da Rede Dia da Terra, que organiza o Dia Internacional da Terra. Este ano, a data marcada esta segunda-feira, 22 de abril, tem por tema “Proteja nossas espécies”.

 

Ação climática

No Twitter, o secretário-geral da ONU compartilhou um vídeo alertando para os efeitos da mudança climática. António Guterres pediu que no Dia Internacional da Terra, como em todos os outros dias, as pessoas tomem ações contra a mudança climática.

O chefe da ONU organiza para 23 de setembro desse ano, em Nova Iorque, a Cimeira de Ação Climática, que irá reunir líderes mundiais para discutir as melhores formas de combater as mudanças climáticas.

Esta segunda-feira, a Assembleia Geral também organiza um evento para marcar o dia. Além da presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, discursam representantes do Bangladesh, Bolívia, Equador, Estados Unidos e Índia.

Espécies

Em nota, a Rede Dia da Terra diz que escolheu o tema desse ano porque “a oferta da natureza para o planeta são os milhões de espécies que se conhecem e muitas outras que ainda precisam de ser descobertas.”

Apesar disso, “os seres humanos perturbaram irrevogavelmente o equilíbrio da natureza e, como resultado disso, o mundo enfrenta a maior taxa de extinção desde que se perderam os dinossauros há mais de 60 milhões de anos.”

Ao contrário do destino dos dinossauros, no entanto, a rápida extinção de espécies de hoje é resultado da atividade humana.

A organização afirma que “a destruição global sem precedentes e a rápida redução das populações de plantas e animais selvagens estão diretamente ligadas a causas impulsionadas pela atividade humana.”

Mosi estava em reabilitação desde que foi resgatado do tráfico de animais, após uma recuperação bem-sucedida teve alta alguns meses depois., by Tikki Hywood Foundation

Algumas dessas atividades são o desmatamento, perda de habitat, tráfico e caça furtiva, agricultura insustentável, poluição e pesticidas.

Segundo a nota, se ação não for imediata, “a extinção pode ser o legado mais duradouro da humanidade.”

Campanha

A boa notícia é que a taxa de extinção ainda pode ser reduzida. Muitas das espécies em perigo ainda podem ser recuperadas. Para isso, é preciso “construir um movimento global de consumidores, eleitores, educadores, líderes religiosos e cientistas para exigir ação imediata.”

A Rede Dia da Terra pede que as pessoas participem da campanha.

Os objetivos são educar sobre a taxa acelerada de extinção de milhões de espécies e suas causas, alcançar vitórias políticas, construção de um movimento global e, por fim, incentivar ações individuais, como adoção de uma dieta baseada em vegetais e a interrupção do uso de pesticidas e herbicidas.

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História

O Dia Internacional da Terra é um evento global. Segundo a presidente da Rede Dia da Terra, Kathleen Rogers, “mais de 1 bilhão de pessoas em 192 países participam daquele que é o maior dia de ação com foco cívico no mundo.”

Rogers diz que este “é um dia de ação política e participação cívica.” As pessoas marcham, assinam petições, reúnem-se com seus representantes eleitos, plantam árvores, limpam cidades e estradas. Corporações e governos usam o dia “para fazer promessas e anunciar medidas de sustentabilidade.”

Em 2020, o dia celebra 50 anos. Em 22 de abril de 1970, milhões de pessoas foram para as ruas protestar contra os impactos negativos de 150 anos de desenvolvimento industrial.

Nos Estados Unidos e em todo o mundo, a poluição do ar estava se tornando mortal e havia cada vez mais provas de que a poluição levava a atrasos no desenvolvimento de crianças. A biodiversidade estava em declínio como resultado do uso de pesticidas e outros poluentes.

Segundo a organização, líderes religiosos, incluindo o papa Francisco, “ligam o Dia da Terra com a proteção das maiores criações de Deus, dos seres humanos, da biodiversidade e do planeta.”

 

 

Source: news.un.org

 

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